Retomando a Rotina de Publicações…

recomeço

Olá queridos amigos…

Quase 4 anos se passaram desde meu último artigo.

Escrever para mim é uma fonte inesgotável de aprendizado e conhecimento, e confesso que estava fazendo falta essa rotina de publicações.

Após todo esse tempo de “clausura”, retomo novamente essa rotina.

Estou preparando uma série de artigos com o intuito de refletirmos sobre a maturidade e o nível de qualidade de serviço e produtos que estamos presenciando atualmente, especialmente no Brasil.

Essa série de artigos se baseará no estudo que venho realizando de algumas empresas, e algumas delas classificadas com altíssimo nível de excelência em qualidade de serviços, produtos e cuidado com o cliente. Disney e Cirque du Soleil estão entre elas.

Em relação a essas duas, em especial, tive a oportunidade de conhece-las de perto como consumidor de seus produtos e serviços, e tentarei passar um pouco dessa experiência que tive tanto no Brasil quanto no exterior.

A intenção é fazer um paralelo entre o que pesquisei(teoria) e o que de fato presenciei(prática), para apresentar a vocês uma melhor percepção. Claro baseado na visão que eu tive do que vi e li.

A ideia é a elaboração de uma série de artigos, que surgiu a partir da preparação de uma aula sobre maturidade de software, em que usei essas empresas e outras empresas nem tão grandes e conhecidas assim, como exemplo.

A cada semana devo publicar um novo artigo, e o primeiro está previsto para sair do forno na próxima terça-feira (16/09).

Espero que gostem, curtam e aproveitem essa viagem que para mim está sendo bastante gratificante e prazerosa. É bom estar de volta na cia de vocês.

Um grande abraço a todos e sejam novamente muito bem-vindos. 🙂

Uma real percepção da qualidade no nosso cotidiano

 

Qualidade é um termo rico e não falta assunto em nosso cotidiano. Estou tendo a oportunidade de comprovar isso de diversas formas.

Em meu post anterior comentei sobre padrão de qualidade. O assunto de hoje tem algo a ver com o anterior, porém farei um relato verídico do que ocorreu com uma amiga minha em uma cidade da província de Québec, Canadá, e que presenciei.

Alguns dias atrás, essa amiga me pediu para ajudá-la a comprar uma esteira elétrica para corrida. Fomos então a uma das lojas de departamento aqui existente comprá-la. Entramos, escolhemos, pagamos e fomos embora. Tudo muito fácil, prático e rápido.

Detalhe #1: Loja aqui não entrega o produto na sua casa sem cobrar por isso. Se quiser comodidade, pague por ela e em geral o valor gira em torno de CAN$60,00.

Escolhemos a segunda opção, claro, nós mesmos levarmos o produto, já que o modelo cabia perfeitamente no carro.

Produto dentro de casa, abrimos a caixa e começamos a montá-la. Seguindo rigorosamente o manual de instruções.

Detalhe #2: Aqui você compra e você monta o produto. Se quiser comodidade de alguém montar pra você, pague por isso, mas infelizmente esse valor eu não tenho, mas garanto que não deve ser barato.

Enfim, voltando à montagem. Estudamos o manual, fixamos as primeiras peças. Já em fase avançada da montagem, onde as barras de sustentação estavam fixadas, iniciamos a fixação do painel de controle. Nessas horas a Lei de Murphy é implacável, não falha. Faltavam três parafusos para finalizarmos a fixação do painel e estariam faltando apenas as barras de proteção laterais, quando… Os tais três parafusos não encaixavam. Em outras palavras o encaixe das duas peças – painel de controle e barras de sustentação – não tinham o mesmo padrão de furos, o que fazia com que o parafuso não encaixasse.

Minha amiga, ficou furiosa e começou a investigar na internet sobre esses problemas e descobriu que grande parte da reclamação dos clientes era a respeito disso. Ela ligou na empresa, falou do problema e foi prontamente atendida. Atendimento nota 10. Em aproximadamente 5 dias úteis as peças para reposição chegaram. Retomamos a montagem e os encaixes ficaram perfeitos. Mas…

Lei de Murphy em evidência novamente. O que pode dar errado, vai dar errado. Sabe aquela história de que a solução de um defeito, pode e vai provocar outros defeitos? Então, é mais ou menos por aí.

Quando começamos a fixar as barras de proteção laterais, elas não davam enxaixe nas novas barras de sustentação. Existia uma diferença de uns 5 milímetros que não deixava com que o parafuso de fixação chegasse ao buraco para fixarem as duas barras, fazendo com que todo o trabalho fosse perdido novamente.

A paciência nesse momento não foi grande o suficiente. Desmontamos o produto e devolvemos com todo o material na loja onde ela havia comprado.

Detalhe #3: Em geral, as lojas aqui dão um prazo de 30 dias para devolução do produto. E é uma devolução real, ou seja, você chega, diz o motivo e devolve. Simples assim. E na mesma hora creditam o dinheiro pago no cartão usado pela compra ou em conta corrente, caso o pagamento tenha sido feito em débito em conta. Sem aquela burocracia que encontramos no Brasil de ficar horas tentando explicar que não ficamos satisfeitos com o produto e não o queremos mais.

Observem o que uma falta de padrão, qualidade e comprometimento pode causar a algo que deveria ser um exercício de prazer e acabou se tornando um exercício de tortura (mental e físico). Mental pelo fato de termos uma necessidade, alimentarmos essa necessidade de expectativas e repentinamente essa expectativa se tornar um tormento. Soma-se o nervosismo diante da frustração, espera, negociações, etc. Físico pelo fato de que perdemos tempo carregando o produto, montando, desmontando, levando de volta. Isso sem contar na questão financeira, pois não contabilizamos quanto($$$) gastamos em todo esse processo. E também quanto a empresa gastou com o envio nova peça, recepção da peça antiga, nova triagem, estocagem, etc.

Me levou às seguintes reflexões: Como fica a imagem da empresa depois de uma situação assim? Como fica a visão do cliente em relação a essa e às outras empresas do ramo? Houve qualidade inserida nesse contexto?

Bem, na minha visão a imagem da empresa ficou manchada, o cliente não confia mais nela e ficará com o pé atrás em relação às outras marcas, com receio de que ocorra a mesma coisa, o que é perfeitamente aceitável e houve qualidade, porém uma qualidade que não resolveu o problema do cliente. Para mim, isso e nada, são a mesma coisa. A qualidade ocorreu apenas no atendimento pós-venda, porém no que o cliente mais precisava, que é o produto, não.

Diante disso questiono o posicionamento de algumas organizações no alto investimento na melhoria do atendimento ao cliente como principal foco. Investem quantias extratosféricas em projetos de CRM e afins no intuito de fidelizar o cliente, e obterem outras formas de melhor atendê-lo. Isso não é importante? Claro que é, mas não deveria ser o ponto focal. Essas organizações pararam em algum momento para analisar seu cliente? Perguntaram a ele se é apenas o bom e rápido atendimento que eles querem? Ou se fizeram uma pesquisa, será que fizeram o correto questionamento? Minha forte tendência é afirmar que não. Basta ver o número de reclamações que temos atualmente na telefonia. Aos que ainda tem dúvidas, basta lerem o artigo da IDG Now publicado em 02 de dezembro intitulado “Setor de telecomunicações é o campeão de reclamações no Procon”.

Se o real foco das organizações está em atender melhor e fidelizar seu cliente, deveriam primeiro investir e melhorar significativamente a qualidade de seus produtos, e não na forma em como tratar o cliente depois que esse produto foi vendido. Alguém aqui já ligou para elogiar um produto ou serviço? E para reclamar do mau funcionamento de um produto ou um serviço ruim?

Sinceramente ainda não consegui identificar a estratégia que certos CEO’s e CIO’s adotam com o intúito fidelizar e melhorar o atendimento ao cliente, como forma de amenizar uma situação de desconforto e relacionamento do cliente com a organização. Desculpem-me os contrários a esse meu posicionamento, mas só vejo a existência interesses particulares e políticos como força motriz. Pensamento no cliente não é, mesmo. Se realmente estivessem com o foco no cliente, investiriam na melhoria de seus produtos e serviços. Afirmo com quase 99% de certeza de que cliente satisfeito é cliente fidelizado. A equação é básica e simples. Não tem segredo e não precisa de treinamentos, workshops ou MBA’s para resolvê-la.

O “Seu Manoel”(1) dono da mercearia da esquina sabe muito bem disso e resolve essa equação com extrema agilidade e destreza. Se um cliente chega com um produto que vencido ou com alguma embalagem defeituosa, ele troca na hora. Para ele, a mercearia, é a vida dele e atender e tratar bem o cliente é princípio básico. Não precisa de investimento, é natural. Agora, na próxima vez que for botar um produto na prateleira ele vai “ganhar” um pouco mais de tempo verificando o prazo de validade e se está corretamente embalado. Isso tenho absoluta certeza.

Para reflexão: Seguindo esse mesmo raciocínio, as grandes empresas estão realmente preocupadas com o seus clientes ou apenas dizem que estão na intenção de camuflar seus reais interesses?

Abraços e até a próxima!

 

(1) Nome fictício usado apenas como iliustração do contexto em que se passa o texto.

Quase lá…

Uma semana… É o tempo que ainda me resta aqui no Canadá. Valeu a pena esses 6 meses longe do Brasil, os estudos e todo esse aprendizado?

Posso com toda certeza responder que SIM. Valeu e muito a pena. Primeiro pelo fato de entender que temos um limite e precisamos respeitá-lo. Estudar um outro idioma não é apenas sentar em uma sala de aula, passar dias e dias estudando que vai fazer com que consigamos entender e falar tudo. Ledo engano. É preciso viver, respirar isso o tempo todo. Ir pra rua, ouvir e conversar. Confesso que fiquei um tanto quanto frustrado no início, mas hoje vejo que estava exigindo muito. Não precisava tanto, mas, quem me conhece um pouco mais sabe que sou uma pessoa detalhista e critica ao extremo. E isso se reflete ao dobro quando o foco sou EU.

Volto ao Brasil com a sensação de que precisava de mais tempo, mas por outro lado penso que esse tempo seria toda uma vida para chegar no ponto ideal. E não é o meu objetivo. Existe um momento em que precisamos parar o detalhe e começar a viver o que aprendemos. Não dá pra aprender o tempo todo. Desde que cheguei, pude ver claramente minha evolução, principalmente em entender o que as pessoas falam no dia-a-dia. É claro que as vezes não entendo uma vírgula de uma determinada pessoa, mas outras é claro e límpido como musica clássica… A percepção de que o cérebro está assimilando é diária. Inclusive nos sonhos. Imaginava que meus amigos brincavam comigo dizendo que, quando sonhasse em inglês eu já estaria em um nível muito bom. O pior é que isso aconteceu. Dia desses, ou melhor, madrugada dessas me pego sonhando em inglês e o pior de tudo, entendendo. 🙂

Volto também com a sensação de que o receio que tinha do idioma antes de passar por essa experiência, definitivamente foi sepultado. Já era. Isso não quer dizer que sou fluente. Claro que não, longe disso, mas certamente minha comunicação melhorou consideravelmente em termos de melhor estruturação das frases, a chave seletora de canais já muda no automático e por aí vai. Entendo e me faço entender. Acho que meu objetivo FOI alcançado. Continuidade agora é a palavra, ou caso contrário perco todo o investimento que fiz nessa área.

Entretanto o idioma foi apenas 20% de tudo o que aprendi aqui. Para quem se assustou com esse percentual, digo que forcei um pouco a barra, pois se fosse um pouco mais rigoroso, reduziria pouco mais.

Abrindo de vez o jogo, meu PRINCIPAL objetivo com esse projeto, foi adquirir experiência de vida em outro país imerso em outro idioma, em outra cultura, em outro contexto. O idioma foi apenas uma variável, ou como alguns costumam chamar, uma desculpa para botar à frente do projeto e direcionar o foco para ele, mas na verdade, por trás disso tudo o objetivo era outro.

Um dia, quem sabe, conseguirei escrever transformar em palavras e botar aqui tudo o que aprendi nesse período. Como isso afetou minha vida pessoal e profissional. Como afetou minha forma de pensar e agir. Como afetou meus planejamentos para o futuro. Como afetou minha visão em relação ao que dizem ser países de primeiro e terceiro mundo. Como me afetou culturalmente. Enfim, é assunto para várias tardes de bate-papo que certamente terei o imenso prazer de estar com vocês e compartilhar tudo isso.

Um grande abraço!

A “moça” e a refeição matinal…

DSCN7930 Estava hoje, conversando com uma grande amiga minha Cristiana Cabreira, através do Skype, e ela me disse que escrevo bem e deveria pensar em seguir essa, digamos “veia” artistica. Pretensão talvez? Sei lá, mas acebei entendendo isso como um desafio e fui em busca de algo que pudesse ser interessante escrever. Se não fosse interessante, não perderia o meu tempo, correto? 😉

Pois bem. É sabido de todos que estou passando umas “férias” aqui no Canadá. “Férias” estas que estão se acabando, diga-se de passagem. Sol, sombra e água fresca, ou melhor de vez enquando sol, sobra em excesso e neve fresquinha todos os dias. Minha rotina aqui é essa. Parece tranquila né? mas as vezes é penoso ter que levantar pra ir estudar todos os dias de manhã. Frio de cortar osso. Aqui é uma terra que não precisa de mamãe pra lembrar a gente de levar casaco não. Ele já vem embutido no corpo. É a primeira coisa que queremos quando saímos de baixo do edredon.

Todos os dias a mesma rotina, saio da cama, boto a meia no pé, pego minha roupa, vou pro banheiro (…), saio do banheiro, pego minha mochila, passo sebo nas canelas e simbora pra aula. Todos os dias no mesmo horário. Chego na parada de ônibus e fico lá aguardando o dito cujo passar. Nesse meio tempo, as pessoas vão se aglomerando. Tem dias que não sei o que ocorre, mas todas elas resolvem sair no mesmo horário. Parece São Paulo. É sério, tem dias que em São Paulo os motoristas saem de casa com a idéia fixa de zoar o trânsito. Só assim pra justificar os dias que tudo flui fazendo a gente a acreditar que a CET acertou a mão e contratou REAIS Engenheiros de Tráfego.

Mas tudo bem. Melhor ter ônibus cheio do que ficar parado no trânsito. E por falar nisso, dia desses quase fui linchado virtualmente no Twitter porque reclamei que tinha chegado em casa 15 minutos além do meu horário normal. Pôxa, não tenho mais o direito de reclamar não? Tava boladaço mesmo. Onde já se viu? Saio da escola com a idéia fixa de chegar em casa num horário e chego 15 minutos atrasado. Inacreditável!!! (tô achando sinceramente que VOU ter problemas quando voltar pro Brasil)

Nessa rotina diária, presencio algumas coisas interessantes e alguns personagens únicos. Tem uma “moça” que aparenta ter uns 50 anos de idade que entra no ônibus e acha que lá dentro é a sucursal de sua casa. A primeira vez achei que fosse a correria do dia-a-dia, mas depois percebi que a dita cuja é folgada mesmo. Correria aqui? No Canadá? Fala sério né? (eu ainda estava com pensamento de São Paulo, Brasil) Perceberam a analogia né? Então…

Essa “moça”, todo santo dia entra no ônibus com umas “cartorze” bolsas, mochilas e sacolas. Nem sei como consegue, mas enfim, entra ela rindo pra tudo que é canto parecendo que lá dentro é tuuudo conhecido. Não sendo no chão, ela senta (em qualquer canto… MESMO). Não sei como, mas sempre acha um espaço vago. Tá apertado, mas ela vai lá, dá-se um jeito e senta. Tipo: “Tô pagando. Chega pra lá que um pedaço da janelinha também é meu.”

Já sentadinha, como se já não fosse transtorno suficiente, abre uma das sacolas(sabe aquelas lancheiras de escola primária? É bem parecido) e faz um tremendo banquete (DENTRO DO ÔNIBUS). Pô, café da manhã em casa ou numa lanchonete é mais prazeroso e não incomoda TANTO os outros. Mas com ela não. É lá dentro mesmo e daí? Só não tem o café, mas fruta, iogurte e cereal… (TEM). Imagine o que vira quando ela resolve abrir o saco de cereal? Pega aquilo com a mão e leva à boca? Nessa hora o ônibus dá aquela chacoalhada e aquilo avança o sinal em cima de quem estiver perto… Que beleza, chegar no destino já com a preocupação de não virar comida de pombo!!!

O pior de tudo, que em tempos de H1N1, a “moça” segura em tudo que é cano DO ÔNIBUS e depois faz sua refeição matinal (com a mesma mão). O mais engraçado é que um dia, estava eu sentado no banco de trás do dela e ao meu lado sentou-se uma senhora que tossiu. Ela, óbviamente tapou a boca para tossie, mas para a “moça” da frente, isso foi como se enfiasse uma agulha nela. Se virou e começou a falar alguma coisa que não entendi (tô aprendendo Inglês e não Francês, que fique claro isso), mas certamente algo do tipo: Tá tossindo perto de mim e vai me passar alguma doença. Fiquei pensando, segura em tudo que é cano do ônibus, pega na comida com a mesma mão, come e acha ruim que a outra tussa pertoi dela… Beleza de novo!!! Incoerência total, mas vou exigir coerência diante de tal folga? Em Francês? Tá pedindo demais não tá não bonecão?

Mas… Comigo na parada seeeeempre tem um mas. O pior é que sempre pro meu lado. Em uma bela manhã de sol(lembrei do Joseph Climber), estou eu sentado, quieto quando olho pra frente e vejo a “moça”, abaixei a cabeça pra voltar a cochilar mais um pouco quando olho ao meu lado e? ESTAAAAAaaaava vago… Era tarde… A moça não pensou duas vezes e sentou-se ao lado… Acho que ela estava esperando aquele momento, pois ao meu lado ela ainda não tinha sentado. Não digo o mesmo dos outros passageiros. Todos eles me olhavam como se quisessem dizer: “Vai mané, achou que ia se safar né? Hoje é sua vez… Aeeeeeee…” Que sacrilégio havia eu cometido, pensei. Olhava no relógio, faltavam ainda 15 minutos pra chegar no destino da “moça” e eu alí sem poder fazer absolutamente NADA. Só aguardar o banquete… (a qualquer momento)

Mas, acho que o sacrilégio não tinha sido tão grande assim. Naquele dia ela sentou, ficou rindo pra mim e para os outros passageiros, mas como não falo nada de Francês(graças ao meu BOM, FIEL e AMIGO DEUS), nenhum diálogo foi deferido. Mas confesso que foram os 15 minutos mais traumáticos da minha vida. Porque? E o medo dos cereais voadores? Vai que ela inventa de comer e desandar a falar? OLHANDO PRA MIM? Vai que ela inventa de abrir o pote de yogurte na hora em que o “autobus” fizer uma curva? (comigo do lado) Vai saber? Eu só sei que meu sono sumiu…Desapareceu… Tô até hoje procurando o dito cujo e nada de achar. Outros vieram, mas aquele, nunca mais ví… 😦

Depois dessa saga, desse trauma… minha estratégia é a seguinte, só sento em local de único assento ou que já tenha alguém sentado do lado. É aquilo, se não tenho como eliminar o risco, tenho como mitigá-lo. Nessas horas é que vejo o quanto valeu a pena estudar gerenciamento de projetos… 😀

Até a próxima!!!

Sightseeing – Part I (ByWard Market)

Depois de um longo tempo sem escrever, cá estou novamente…

Hoje quero começar uma série de Posts falando sobre os locais que andei visitando em Ottawa. Pois é, não consegui ainda viajar para conhecer outros locais, mas de acordo com meu planejamento, devo fazer isso esse ano e portanto, aguardem cenas dos próximos capítulos. 🙂

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Quero falar sobre um local que visitei dois dias antes do Natal. é um dos diversos pontos turísticos de Ottawa e se chama “ByWard Market”. É um antigo e grande mercado popular do Canadá que começou em 1826 e margeia o famoso Canal Rideau, que no inverno torna-se um imenso ringe de patinação natural. Se não me engano, o maior do mundo, mas isso é assunto de outro post. Hoje esse centro comercial é um dos primeiros destinos de turistas que chegam a Ottawa e segundo informações do website oficial, ele recebe em média 50 mil visitantes semanalmente.

Quando cheguei ao local, primeiro que em nada se parecia com um mercado. Fiquei procurando um letreiro ou algo que indicasse: você chegou ou você está no “ByWard Market”. Nada. Mas continuei andando para tentar identificar melhor o que seria esse mercado, até que achei um letreiro que dizia: “ByWard Market Park” (Estacionamento do ByWard Market). Mas… Cadê o tal mercado… Nada. Só tinha carro e nada de porta. Foi aí que me toquei. Já estava dentro dele a tempos e não havia me tocado disso ainda.

Quando se anda pelas ruas, se não andar pensando em achar um mercado, certamente você rapidamente ira notar a diferença. O local é um imenso conjunto de quadras comerciais com lojas de souvenirs, roupas, mercearias, pubs, restaurantes, livaria, shopping center, loja de serviços diversos, além de algumas barracas instaladas nas calçadas onde vendem souvenirs, roupas e etc. Mas aviso logo que não é a bagunça que encontramos em um “Saara” ou “25 de março”, por exemplo. Pude comprovar, pois estive lá a 2 dias do Natal e andava nas ruas tranquilamente e sem empurra-empurra, como podem ver pelas fotos deste post.

Sim. Tirei as fotos nesse dia mesmo, não voltei lá dias depois ou fui antes da data mencionada para registrar. 🙂

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Tentei achar um local parecido que eu já conhecesse e confesso não encontrei. Entretanto, andando pelas ruas, me lembrei de quando andei pelas ruas do Capivari em Campos do Jordão, só que bem, bem, bem maior… Mas de novo gente, foi lembrança, não usem como comparação porque não dá… hehehe

Me disseram que no verão, os bares e restaurantes colocam mesas nas calçadas e a população, obviamente se diverte, pois no inverno, ficar do lado de fora a -15° seja durante o dia ou a noite, é algo meio insano.

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Quase terminando meu passeio, passando por uma de suas ruas, me deparo com uma unidade do mundialmente conhecido “Hard Rock Cafe”. Nesse dia não entrei, mas pretendo ir qualquer dia… 🙂

Esse foi então o primeiro post da série “Por Ottawa” que pretendo seguir contando sobre os pontos que andei visitando por aqui. Espero que tenham gostado e no próximo quero falar um pouco sobre o Canal Rideau.

Um grande abraço e até o próximo post!!!

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Chegou!!!

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O antes…

Agora não tem mais volta… Bem, pelo menos não até Março/Abril do próximo ano. A neve chegou e chegou em grande estilo. É claro que digo isso por ser a primeira vez que vejo isso. Não é a primeira vez que vejo a neve, mas é a primeira vez que vejo uma mudança tão drástica na paisagem de uma cidade, da noite para o dia. Literalmente.

Num dia acordo pela manhã e quando olho pela janela me deparo com a neve, caíndo lentamente. O chão todo branco e as árvores ainda mantendo o aspecto de final de outono. Cinza, sem nada de neve descansando sobre seus galhos.

Nesse mesmo dia abre o sol e derrete quase toda a neve que caiu na noite anterior. Mas no noticiário o alerta: “Winter Storm”. Até então não sabia ao certo o que isso significaria, mas enfim, viver um dia de cada vez.

Na noite seguinte a neve começou a cair proveniente dessa tempestade de inverno. Acordo, olho para fora e penso: “Agora sim, chegou!!!” Muita neve e vento, muito vento.

Saio de casa, vou para a parade de ônibus e até então tudo tranquilo. Muita neve, mas nada que atrapalhe caminhar. Eu estava maravilhado com isso. Pra quem já pegou diversas tempestades de água no Brasil, essa aqui foi brincadeira de criança. A diferença é que a de água, demora alguns minutos ou horas e tudo volta ao normal. Tudo seco. Já a de neve não.

Percebi quando retornei para casa. Não dava mais para distinguir onde estava pisando, se no asfalto, calçada ou grama. Era um mar de gelo para tudo que é lado. Um cenário que eu nunca havia visto. Ver a neve em uma estação de esqui é uma coisa, conviver com ela em uma cidade é outra completamente diferente.

No dia seguinte, após a prefeitura ter limpado, ou melhor, tirado a neve do asfalto e jogado nas calçadas, o asfalto voltou ao normal, porém as calçadas… Só mesmo uma parte para que pudéssemos trafegar e os demais espaços, só gelo e mais gelo. O ponto de ônibus, cheguei a assustar quando vi. Neve em pelo menos um terço dele. Era muita coisa. Fiquei impressionado. E depois me disseram que isso foi apenas 15 a 20cm. e que ainda há muito o que cair.

O jeito agora é esperar pra ver e aprender a conviver com isso até Abril/2010, quando retorno ao meu país.

…e o depois!!!

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Abraços e até a próxima!!!

Conhecendo outra realidade… um pouco mais distante!!!

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Hoje vou escrever sobre uma conversa que tive com uma de minhas colegas de classe. Ela é um a Venezuelana e na quinta-feira última combinamos com outra colega de irmos visitar o “The National Gallery of Canada Museum” aqui em Ottawa.

Nossa outra colega ainda estava em sua última aula e enquando a aguardávamos na sala de convivência da escola, começamos a conversar sobre os motivos pelos quais viemos parar aqui. E como faltam poucos dias para terminar a estada dela aqui no Canadá, perguntei quais os planos futuros. Ela respondeu que voltaria para a Venezuela, pois estava com muitas saudades da família, porém depois voltaria novamente ao Canadá… Possívelmente para morar.

Continuamos a conversa e ela me revelou algumas coisas sobre seu país. Uma delas é que a grande maioria de jovens, buscam sair de lá. Os país incentivam os filhos a não permanecerem lá, incentivam a buscar oportunidades fora. Porque disso? O sobrenome Chaves revela algo muito sombrio para eles. Não vou descrever aqui toda nossa conversa, pois foi um tanto quanto longa, mas fiquei impressionado com a destruição moral e psicológica que aquele presidente está causando ao país. Vemos isso pela TV, pelos noticiários, mas ouvi relatos de quem vive lá. É algo inacreditável.

Resolvi compratilhar isso com vocês, para que possamos parar um instante, analisar e começar a refletir um pouco mais sobre o que anda ocorrendo no mundo de hoje. Segue um breve trecho da quantidade de coisas que ela me disse:

Ed, o cara é bipolar. Uma hora quer e faz uma coisa e na outra desfaz tudo o que havia dito que era correto. Não dá para confiar e ele no poder, está conseguindo fazer com que a população o siga. A gente vê isso e não consegue fazer nada. Nós, os mais jovens e mais esclarecidos não temos força no país. Um grupo de estudantes fez uma manifestação ficando quase duas semanas sem comer na praça. Para Chaves, não cheiou e nem fedeu.

Confesso que não conheço a fundo a história de Cuba, mas ao que me consta a Venezuela acaba virando uma cuba Latino-Americana. Alguém vitalício no poder e a população padecendo em baixo. É inacreditável como vivemos em um mundo de contrastes tão próximos e nem nos damos conta. Venezuela está ao nosso lado. País de fronteira. Incrível. Não seria uma ameaça à democracia na america latina?

Lembro-me de uma amiga que foi para lá e voltou me contando o quão bonito é o país. Mas pelos relatos que tive aqui o país está padecendo a cada dia. E se continuar assim, em um determinado momento a população vai se extinguir. Parece meio ficção da minha parte falar isso, mas vendo no rosto de uma pessoa o contraste causado pela saudade de casa e dos familiares, e a vontade de construir uma vida melhor em outro país, fica claro que não é obra da ficção. Isso pode acontecer.

Ela também me ralatou que a criminalidade toma conta a cada dia e que tem medo de sair de casa em determinados horários e não indica que ninguém faça isso. Perguntei o horário e ela disse que a partir das 17h. Disse que a coisa fica complicada a cada dia e que ninguém faz nada.

Tudo bem que no Brasil temos isso e coisas muito piores, mas pelo menos podemos ir e vir. Escolher morar nesse país, onde mesmo com todas as dificuldades ainda temos esperança. Pois do outro lado da fronteira, as pessoas já perderam ou estão prestes a perder o resto que sobrou.

Me pergunto o motivo que isso ocorre? Porque pessoas querem a todo o custo poder e o controle, se a história já provou por A+B que isso é um ciclo. Uma hora cai e a queda é brutal. Não seria mais equalizar a coisa? Fazer ajustes ao invés de querer tudo para sí? Não estou pregando aqui o comunismo, pois acho esse modelo extremamente ultrapassado e a coisa não funciona por aí. Não é a distribuição de renda igualitária que vai resolver nossos problemas, mas sim a distribuição das mesmas oportunidades à população. É o respeito pelo próximo, pelo ser humano e não o respeito por um status ou por alguém que tem poder.

Tenham todos um excelente final de semana!!!

Abraços!!!

The Halloween is coming…

Hello my friends!

Something wrong with this post? No? Yes? … Maybe yes, because today I will try to write a little speech for you in English. I hope so! 🙂

Let’s go there!!!

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Today I talk about the Haloween (is shortened from “All Hallows’ Even”). This party is celebrated annually on October 31th and most popular in North America countries. According with Wikipedia, this party origins in the ancient festival know as Samhain. This was a Gaelic festival celebrated mainly in Ireland and Scotland. The celebration has some elements of a festival of the dead. The ancient Celts believed that the border between this world and Otherworld(an abstract spiritual world beyond earthly reality) became thin on Samhain, allowing spirits (both harmless and harmful) to pass through.

It’s my firt Halloween living and the people had started to prepare your houses in a weeks ago. It’s very funny because the people put in fron os your houses, many kinds of the dead elements, like skeleton, ghosts, zombies, spiders, witches and, of course,  the tradicional pumpkin. At the beginning of this post, you can see a picture of a house with this decoration. This picture was take when I came back to home yesterday.

At this night, children go in costumes from house to house, asking for treats such as candy or something money, always with the question: “Trick or treat?”. If you want to participate this party, you have to put a pumpkin in the door from your house. It’s a password for the children. 🙂

The party really is part of the local culture, because isn’t only children use the costumes. The adults also. I didn’t believe today, when I went to school two adults take the bus using costumes. One using a jaquet with skeleton draw and other using a witch hat… It’s very funny!

Well, That’s all…

I hope that this post has been good and you has liked it.

Happy Halloween for everybody and have a nice weekend!

Bye!

Ps: BTW, I apologize for any grammar errors… I’m sorry… 😦

Uma rotina interessante…

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Olá meus amigos. Sabadão chegando e eu me preparando para completar minhas lições de casa. Ehhh, vida de estudante tem dessas coisas. 🙂

Mas antes disso, gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha rotina nessas quase duas semanas em que estou morando aqui.

Primeiramente começo o blog com uma foto que tirei em frente à entrada para o parlamento em Ottawa. Pego o ônibus em frente. Meio chato conviver com essa vista todos os dias, mas até que é legal. 😀

Bem, começo o dia em torno de 8h da manhã, já com o ritual pós-sono que qualquer ser humano conhece. Só que aqui tem outro, o de olhar a previsão do tempo para o dia e o de se agasalhar antes de sair de casa. A rotina de olhar a previsão nem precisou virar hábito, já que apenas substitui o hábito de olhar o tráfego de São Paulo todos os dias pela manhã quando ia para o trabalho. Saíndo de casa, pego o ônibus e me encaminho para a escola. Durante esse percurso o interessante é que 90% das pessoas dentro do ônibus se comunicam em Francês. Atravessando a ponte e descendo em direção a escola, parece que estou em outro país, pois a coisa muda. 90% das pessoas na rua falando Inglês e 10% Francês. Viver isso é muito interessante, mesmo para uma pessoa que entende pouquíssimas palavras em Francês, como o indivíduo que vos escreve nesse momento.

Na escola, “only english”. Alguns até se arriscam em outros idiomas, mas são rapidamente advertidos. Se estão aqui para aprender o Inglês, não tem porque dentro da escola ficarem se comunicando em outro idioma, não é verdade?

Na escola fico das 9h30 às 15h, direto com pausa de 1h para almoço.

Depois, tem dias que tô com vontade e saio pelas ruas de Ottawa conhecendo alguns lugares. E tem vários e interessantes. Quem um dia tiver oportunidade, vale a pena vie para conhecer.

Bem, minha rotina é essa e alguns devem estar se perguntando o que tem de interessante? Bem, digo que o interessante é viver essa divergência de cultura dentro de um mesmo local. No Brasil vivemos isso viajando pelas regiões desse nosso querido país, mas o que vivo aqui é um pouco diferente. Viver todos os dias com pessoas falando idiomas com origens diferentes em um mesmo local, é algo inédito para mim e extremamente interessante. Sem falar nos hábitos das pessoas que moram em Gatineau e Ottawa também serem um tanto quanto diferente. Mas sobre isso escreverei um novo post quando tiver a experiência suficiente para tal.

Fico por aqui e deixo para vocês mais uma foto escolhida a dedo. Esta é uma foto do jardim da frente do parlamento. “Enjoy it!”

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Um grande abraço e fiquem todos com Deus!

Diário de bordo II

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Prezados amigos, precisamente no dia 10 de fevereiro de 2008 escrevi um post que marcava o início de minha primeira viagem internacional. Hoje coincidentemente também dia 10, porém do mês de outubro estou aqui novamente para dizer, não adeus, mas um até breve. Estou de partida novamente. Entretanto esta não será uma viagem como a anterior, de apenas 30 dias. Levará alguns bons meses que espero ter a oportunidade de adquirir e adaptar-me a novas experiências, novos conhecimentos, uma nova cultura, novas amizades. Necessidades estas, que para mim em particular, serão fundamentais para meu crescimento profissional, mas principalmente pessoal.

Confesso não ser um leitor assíduo de Shakespeare, entretanto tem uma frase dele que gosto muito e tem tudo a ver com esse momento: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

Deve ser mais um complô do destino, sei lá como chamar isso, mas todas as pessoas que entram em nossa vida, aparecem para nos mostrar algo de bom. E não posso deixar de mencionar aqui que uma dessas recentemente me mostrou que simples atitudes revelam muito mais sobre uma pessoa do que uma vida inteira de palavras…

Deixo no Brasil, amigos, familiares, pessoas queridas que gostaria que estivessem comigo nessa viagem. Seria muito proveitoso, interessante e mais divertido até, mas a vida conspirou para que chegasse ao ponto de realizá-la só. Paciência… Deve ter algum motivo para isso.

Meu agradecimento aos meus amigos que sempre me deram apoio em todos os meus projetos, à minha família que sempre me apoiou e a todos que torcem para que tudo em minha vida dê de alguma forma certo. Eu retribuo isso desejando toda essa energia positiva em dobro a todos vocês… Meu muito obrigado!

E nada melhor do que iniciar a realização de mais um projeto em minha vida com o poema (Saber Viver) da poetisa goiana, Cora Coralina, que diz assim:

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar!

(Cora Coralina)

Finalizo com o registro que fiz a poucos dias do pôr do sol no meu querido cerrado goiano.

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Saiba viver intensamente cada momento como se fosse o último, seja simples nas atitudes e aproveite cada instante ao lado de quem ama, pois o amanhã infelizmente não se sabe como será.

Fiquem todos com Deus e…

Até breve!