Diário de bordo II

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Prezados amigos, precisamente no dia 10 de fevereiro de 2008 escrevi um post que marcava o início de minha primeira viagem internacional. Hoje coincidentemente também dia 10, porém do mês de outubro estou aqui novamente para dizer, não adeus, mas um até breve. Estou de partida novamente. Entretanto esta não será uma viagem como a anterior, de apenas 30 dias. Levará alguns bons meses que espero ter a oportunidade de adquirir e adaptar-me a novas experiências, novos conhecimentos, uma nova cultura, novas amizades. Necessidades estas, que para mim em particular, serão fundamentais para meu crescimento profissional, mas principalmente pessoal.

Confesso não ser um leitor assíduo de Shakespeare, entretanto tem uma frase dele que gosto muito e tem tudo a ver com esse momento: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

Deve ser mais um complô do destino, sei lá como chamar isso, mas todas as pessoas que entram em nossa vida, aparecem para nos mostrar algo de bom. E não posso deixar de mencionar aqui que uma dessas recentemente me mostrou que simples atitudes revelam muito mais sobre uma pessoa do que uma vida inteira de palavras…

Deixo no Brasil, amigos, familiares, pessoas queridas que gostaria que estivessem comigo nessa viagem. Seria muito proveitoso, interessante e mais divertido até, mas a vida conspirou para que chegasse ao ponto de realizá-la só. Paciência… Deve ter algum motivo para isso.

Meu agradecimento aos meus amigos que sempre me deram apoio em todos os meus projetos, à minha família que sempre me apoiou e a todos que torcem para que tudo em minha vida dê de alguma forma certo. Eu retribuo isso desejando toda essa energia positiva em dobro a todos vocês… Meu muito obrigado!

E nada melhor do que iniciar a realização de mais um projeto em minha vida com o poema (Saber Viver) da poetisa goiana, Cora Coralina, que diz assim:

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar!

(Cora Coralina)

Finalizo com o registro que fiz a poucos dias do pôr do sol no meu querido cerrado goiano.

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Saiba viver intensamente cada momento como se fosse o último, seja simples nas atitudes e aproveite cada instante ao lado de quem ama, pois o amanhã infelizmente não se sabe como será.

Fiquem todos com Deus e…

Até breve!

Ser INcomum …

Pode parecer estranho, mas nos dias de hoje ser INcomum é deixar expressar sentimentos que vez ou outra querem sair, entretanto, insistimos em deixá-lo guardado (comum) …

Levando em consideração ao nome desse espaço, dessa vez resolvi deixar o romantismo falar mais alto … Não, não estou apaixonado, seria bom se estivesse e gostaria se tivesse alguém com interesse recíproco. Porém, até que esse alguém se manifeste, aguardo! Enquanto aguardo, leio e compartilho com vocês … 🙂
Abraços!

Se eu morresse amanhã (Álvares de Azevedo)

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!