De mãos dadas com o caminho

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Nosso caminho. Nossa jornada. Em sua grande parte estamos acompanhados, mas algumas vezes é e precisa ser solitário.

São nesses momentos que vivenciamos momentos incríveis que nos fazem refletir e buscar o melhor de nós mesmos.

É engraçado como algo comum se torna significativamente relevante após uma simples atitude.

Algumas semanas antes de viajar para Portugal e iniciar meu caminho, havia postado uma imagem com dizeres mais ou menos assim:

Dar as mãos é uma coisa tão íntima né. Impressiona como o beijo ou sexo a gente faz com qualquer pessoa, mas andar de mãos dadas é definitivamente só com uma pessoa especial.

Não conhecemos a dimensão do que significa segurar a mão de alguém. Apenas imaginamos.

Um dos motivos pelos quais me ajudaram a decidir viajar para locais onde a maioria das pessoas não quer ir, locais que costumo chamar de incomuns, está no fato de eu mesmo querer viver e vivenciar esses locais em sua plenitude. Sem visões e leituras de terceiros. É como se alguém me dissesse pra não comer algo porque é ruim. Sim, pode até ser que eu ache realmente ruim, mas se eu ainda não provei, não posso afirmar que seja ruim. Ruim pra quem? Bom pra quem?

Assim é com minhas viagens. Leio livros, blogs, relatos e conheço muitos lugares, mas coma visão de outras pessoas. O problema, ou solução, é que eu quero vivenciar ao meu jeito e modo.

A leitura, TV, são excelentes meios para nos fazer viajar, mas ainda não transmitem algo que para mim é muito importante. O Sentir.

Comer não é simplesmente botar na boca e engolir. É sentir o aroma, os sabores, as texturas. Viajar é a mesma coisa. É vivenciar, sentir a energia do local, sentir os aromas, os sabores, as texturas, poder conhecer as pessoas, as histórias, os anseios e principalmente sentir a nós mesmos como parte integrante desse local e do universo.

Foi em um desses locais, que tive a oportunidade de sentir o poder que dar as mãos a alguém representa de fato.

Eu tinha tido uma manhã tensa. Vinha em meu caminho pensativo. Cabisbaixo.  Vinha caminhando pelo acostamento da rodovia quando percebo pouco à frente um casal. Casal normal, não fosse um detalhe. Suas mãos. Elas estavam juntas. Unidas.

Imediatamente me lembrei do post que mencionei acima. Essa cena me trouxe algumas lembranças recentes da minha vida e que me fizeram esquecer do que havia ocorrido na manhã deste dia.

De tudo o que senti naquele momento, posso descrever com as seguintes palavras:

Dar as mãos simboliza carinho.

Dar as mãos é ter o prazer de poder sentir o outro e vice-versa.

Dar as mãos é ligar diretamente corações.

Dar as mãos é ter mente e alma em plena conexão conosco e com o universo.

E … Caminhar de mãos dadas é escancarar ao mundo um EU TE AMO tão intenso que ultrapassa qualquer limite conhecido entre corpo e alma.

Naquele primeiro momento não consegui parar pra conversar com esse casal, mas felizmente dois dias depois os encontrei novamente e ai sim, os conheci, conversei e pude dizer o que eles me fizeram sentir dois dias atrás.

Lição de tudo isso?

Em qualquer caminho. Em qualquer jornada. Se prestares atenção, conseguirá ver que no mais simples gesto ou imagem, há sempre escondido um pouco da magia e felicidade. Aquilo que diariamente buscamos fora e percebemos que está o tempo todo dentro de nós mesmos. Basta estarmos dispostos e estendermos a mão.

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A esse casal desejo muitas felicidades, muita energia positiva, que tenham uma jornada repleta de conquistas e que estejam sempre juntos em harmonia, lado a lado, de mãos dadas. Eles deixaram um grande sentimento de gratidão por mostrarem através de um simples gesto a confirmação daquilo que já sabemos, mas que precisa ser lembrado todos os dias.

Beijo ou sexo a gente pode fazer com qualquer pessoa, mas andar de mãos dadas é, DEFINITIVAMENTE, com aquela que é realmente especial.

Be Inspired!

Abraços

Edwagney Luz

“Não sei… se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.” Cora Coralina

Era pra ser apenas uma viagem …

Meu fascínio pelo desconhecido dessa vez me trouxe outro grande aprendizado. Talvez o maior deles até aqui. O de que precisamos apenas e simplesmente estarmos dispostos e de coração aberto para que a vida nos surpreenda.

20161112_205343Confesso que durante meu planejamento e preparação, procurei não pensar muito em como seria a viagem em si. Um dos exercícios básicos de controle da ansiedade é pensar no presente e o presente, eram o planejamento e a preparação.

Sinceramente eu imaginava fazer ideia do que encontraria pela frente. Mas nossa imaginação tem uma grande tendência a nos proteger e em não nos dizer a verdade. Talvez seja uma forma inconsciente dela nos ajudar a controlar o medo do desconhecido.

O desconhecido sempre me fascinou. Sempre me gerou curiosidade. Foi isso inclusive que me fez, em 2006, parar de esperar o momento certo para começar a viajar. Parar de esperar encontrar alguém para compartilhar das minhas as viagens. Até então feitas somente dentro da minha cabeça.

Descobri então que não precisamos aguardar alguém para realizarmos nossos sonhos. Basta acreditar e ir busca-lo. Apenas isso. Que ele vai se realizar.

Pode não ser da forma como idealizamos. Mas se acreditamos, ele se realiza.

No momento certo. Na hora certa. E com as pessoas certas.

Pessoas escolhidas a dedo para estarem ao seu lado nesse exato momento. Sorrindo. Chorando. Caminhando. Correndo. Sofrendo. Admirando. Compartilhando lado a lado com você todos os sentimentos e emoções.

É nesse momento que percebemos que aquilo que idealizamos, pode e será algo muito maior e mais gratificante do que havíamos imaginado.

Cada peça se encaixa. É como em um quebra-cabeças. Histórias que se cruzam formando conexões tão bem estruturadas que parece ter saído de um roteiro pré-concebido.

Estava escrito. Era pra ser. Daquele jeito. Com aquelas pessoas.

Se você acredita nisso ou não, pouco importa. Nunca saberemos ao certo se esta escrito mesmo ou não. Afinal, o legal da vida é justamente a dúvida da surpresa!

Podem não haver outros momentos juntos. Podemos nunca mais nos encontrarmos. Mas dentro do coração existe aquele sentimento de que valeu muito a pena viver tudo isso. Com essas pessoas.

Meu fascínio pelo desconhecido dessa vez me trouxe outro grande aprendizado. Talvez o maior deles até aqui. O de que precisamos apenas e simplesmente estarmos dispostos e de coração aberto para que a vida nos surpreenda. Somente estando com esse estado de espírito, é que conseguiremos perceber todos os presentes que a vida nos apresenta diariamente em forma de momentos e pessoas. Pessoas que fazem esses momentos únicos.

Talvez tenha sido essa a mensagem subliminar que tentaram nos passar no “Briefing” antes de iniciarmos a expedição, quando disseram que ela muda a vida das pessoas. E que o local pra onde iríamos mudaria nossas vidas.

Percebi que não é o local que tem o poder de mudar a vida das pessoas. As próprias pessoas tem esse poder. O local, apenas te dá a oportunidade de conhecer esse poder. Seu uso, é facultativo!

Monte Roraima – Circuito Mágico Macunaíma. Nome sugestivo para um passeio incrível e repleto de emoção, companheirismo e magia.

Edwagney Luz

(*) Texto dedicado aos amigos que participaram dessa expedição. Cada um de vocês, sem exceção, fizeram e ainda fazem a diferença em minha vida!

Meu muito obrigado!!!

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(*)Monte Roraima Outubro/2016

Acelerando…

senna_toleman(Imagem extraída do blog RacingPassiòn)

Hoje foi um dia interessante no Twitter. Comecei a responder ao meu irmão sobre oportunidades e outros amigos se identificaram com o tema e começaram a me questionar sobre isso. Saí com a seguinte frase:

Oportunidades não precisam aparecer ou serem oferecidas a nós. Elas de alguma forma SEMPRE existiram e SEMPRE existirão, basta querermos acreditar nelas.

E esse tema acabou me remetendo a alguns dias atrás, quando estive na cerimônia de formatura do meu MBA. Por livre e expontânea “pressão” de meus amigos, fui “obrigado” a ter que levar um par de pernas postiças e bem resistentes para que eu pudesse não cair diante de todos no momento em que discursava em nome da turma. Foi algo simples, mas não é mole não… Alegre

O tema que escolhi foi “medo”, por isso disse no início deste texto que se adequava à oportunidade.

Descrevo então, com alguns ajustes, o que disse aos meus amigos e convidados.

Pavor, medo, essas são palavras que me descrevem nesse momento!

Falar em público já não é mistério em minha vida, já que dou aulas há algum tempo. Mas o simples fato de pensar em falar para um público tão seleto de profissionais, notáveis mestres e doutores, certamente mexe com o emocional e a grande responsabilidade é responsável por nos deixar com um certo pavor. Mas aqui estou!

Esse frio na barriga SEMPRE vai aparecer nessas horas. Queiramos nós ou não. É sempre assim. A primeira aula em uma nova turma é assim, porque aqui não seria?

Certa vez via uma entrevista com um dos grandes desportistas que o Brasil já teve, Airton Senna. Em um dos trechos dessa entrevista, ele disse que o medo o fascinava. Achei aquela frase um tanto quanto estranha, mas vindo de quem vinha, deveria fazer algum sentido.

Particularmente, sou um admirador fanático por corridas de automóvel. E inevitavelmente um dia ia sentar no “cockpit” de um carro de corrida, o que acabou acontecendo. Alguns amigos me convidaram para disputar uma corrida de Kart em Goiânia, o que obviamente aceitei prontamente… Era a primeira vez que eu iria pilotar um troço daqueles.

Já no local, antes de assistir ao “briefing”, assistia a bateria que antecedia a minha e olhava a prova com atenção e tensão. Começava a bater um certo medo, pois de onde estava, olhando como um mero expectador a velocidade dos carros na pista, aquilo parecia muito rápido. Já passava pela minha cabeça em desistir daquilo.

O engraçado é que naquele momento me lembrei da frase do Senna e ela nunca fez tanto sentido. Ao mesmo tempo que sentia medo, sentia também uma tremenda vontade de entrar na pista ver qual era a real velocidade daquilo. Mas com a perspectiva de quem está do lado de dentro. Pilotando. Explicar isso? Infelizmente não consigo.

Enfim, macacão, balaclava, capacete, luvas e pé no acelerador. Em detreminado momento o pedal de freio não era mais usado. Apenas usava o acelerador. O medo, aquele medo, não mais existia. Se transformou em motivação. Motivação para conhecer e ultrapassar o limite volta a volta. Queria saber onde eu conseguiria chegar.

Essa pequena experiência, por mais simples que possa ter parecido, mostrou-me que o medo é o único sentimento capaz que nos impedir de atingir um objetivo,  capaz de nos impedir de crescer, de amar, de viver.

O desconhecido é logo alí. Está a apenas um passo. Um passo que pode nos levar à glória, de uma conquista ou de termos pelo menos tentado. O antes, desconhecido, já não mete mais tanto medo.

O próximo sentimento? Uma certa insatisfação por perceber que começava a entrar novamente na zona de conforto. O carro já era mais tão rápido quanto imaginava. Já estava achando aquilo devagar demais. Queria mais!
Assim como em nossa vida pessoal, o mundo corporativo sempre nos coloca diante de situações onde precisamos tomar decisões. E essas decisões vêm aliadas ao medo inerente de qual será a consequencia dessa decisão. Este curso nos forneceu conhecimento e ferramentas suficientes para entrarmos na pista e acelerarmos de acordo com nossas próprias convicções. E diante dessa analogia, gostaria que refletissemos sobre que decisão estamos tomando: A de sentar no “cockpit” e acelerar, ou sermos meros expectadores sentados à beira da pista imaginando que aquilo é rápido demais para nossa capacidade?

Com algumas adaptações, essa foi a mensagem que escolhi para passar aos amigos neste evento. Mas vale perfeitamente para o objetivo que quero atingir com esse post.

Diante de toda a explanação, questiono: Porque ficamos esperando oportunidades ao invés de criarmos as nossas? O impedimento será o medo do desconhecido, ou medo de acharmos que não temos capacidade para tal?

Qual SUA visão em relação a isso?

Comente!

Abraços!

Uma mensagem mais do que especial…

DSCN5934 Hoje fazem 3 anos do dia em que tive a pior notícia da minha vida até o momento. O dia que recebi a notícia de que não poderia mais abraçar meu pai, como abraçava antes, que não poderia vê-lo da forma como via antes, que não teria mais a chance de irmos juntos pescar… O dia que recebi a notícia de que ele partiu.

Dois dias antes, acabava de completar um ano a mais de vida. Vida que dois dias depois chegaria ao fim.

Escrevo este post como forma de homenagem à pessoa e ao pai que ele foi enquanto esteve conosco. Junta-se à diversas que eu, meus irmãos e minha mãe fizemos a ele em vida. Infelizmente fisicamente ele não está mais aqui, mas espero que no lugar que esteja, receba esta mensagem como forma de agradecimento por tudo o que ele nos fez.

Saudades sim, lembranças, várias. Mas com a certeza de que ele está em boas mãos, esteja onde estiver e que um dia, irei encontrar-te novamente.

Pai,

Obrigado por ter-me concebido com amor.
Obrigado por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiros (quase).
Obrigado por acalentar-me nos seus braços.
Obrigado por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.
Obrigado por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.
Obrigado por ter dito “Papai… Papai… Papai…” um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.
Obrigado por ter tirado as minhocas de minha boca quando fomos pescar.
Obrigado por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.
Obrigado por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e…
Obrigado pela espinafração, quando deixei de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua.
Obrigado por ter segurado minha mão até eu dormir.
Obrigado pelas horas em que me ouviu recitar interminavelmente a tabuada de multiplicar.
Obrigado por ter sempre rido de minhas piadas, por mais sem graça que elas fossem.
Obrigado por ter respondido sempre à minha pergunta:
– “Já chegamos? “
Obrigado por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.
Obrigado por ter-me ensinado a jogar futebol.
Obrigado por ter repetido o conselho mil vezes.
Obrigado por ter me dito: “Um dia, você vai me agradecer por isto.”
Obrigado por me ensinar a ser criança.
Obrigado por me ensinar o significado da palavra respeito.
Obrigado por me ensinar a ter dignidade e principalmente…
Obrigado por ter me ensinado a ser HOMEM.

Infelizmente, Pai, não tive o tempo necessário para que poder lhe dizer todos esses obrigados. Mas certamente, onde o senhor estiver, sabe que eu e meus irmãos somos enternamente gratos e orgulhosos por sermos SEUS FILHOS!
Seus ensinamentos estarão sempre em nossos corações.
Te Amamos meu Pai!

Edwagney Luz e toda a família que você construiu com extremo carinho!

Muito obrigado!!!

Nota: A mensagem em destaque foi extraída da internet em sites referenciando o dia dos pais, sempre referenciando “autor desconhecido”.

Saia do óbvio… Conquiste!!!

DSCN6654Um longo tempo de quase 2 meses se passou depois que voltei ao Brasil. Para muitos pode até ser um tempo relativamente pequeno, mas não para mim. O calor está fazendo sua parte… (rs)

Esses “primeiros” dias de Brasil depois desse período fora, foram bem intensos. Mais até do que eu imaginava, mas nem mesmo assim mudei meu foco e meus objetivos.

Dia desses estava pensando no que publicar, para voltar à ativa novamente. Foi então que estava dando uma última olhada no Twitter antes de decidir dar um tempo das redes sociais, e ví que um grande amigo acabara de recomentar a leitura de um artigo chamado “Porque sempre na última hora?” pela revista eletrônica Convergencia Digital. Esse artigo, tem um enfoque profissional e fala dos motivos pelos quais as pessoas reclamam de tanta urgência, que é uma correria sem tamanho, que não tem tempo para nada e que os projetos são sempre para ontem, etc. Bem, escrevi dizendo que a falta de profissionalismo na TI é o que provoca tudo isso. Ele me retornou dizendo o seguinte: “Ed, acho que isso se aplica à vida pessoal também.”

Concordei de imediato, entretanto somente percebemos isso quando estamos prestes a perdê-la ou quando a perdemos em definitivo. Entendem o que eu digo?

Quando isso ocorre essa reflexão é inevitável. Conhecem a tal famosa “Zona de Conforto”? Pois bem… é sobre isso que gostaria de escrever hoje.

Mas como assim Ed? “Zona de Conforto”? Você começa dizendo que leu um artigo sobre urgências, correria, falta tempo para tudo e etc. Onde está essa tal “Zona de Conforto”?

Não viram a relação? Não perceberam isso ainda? Se a resposta for SIM, então a coisa está mais séria do que imaginei e você precisa URGENTE buscar ajuda ou se ajudar… RÁPIDO!

Falta de tempo, correria, sensação de urgência, tudo isso é um mero fator que chamamos “desculpa” para que possamos nos ausentar da nossa vida sem “culpa”. É aquele fator que estampamos no muro da frente de nossas vidas fazendo nosso “marketing” pessoal. Na minha visão, “marketing” negativo. A mensagem desse muro é: “Não bata, não chame, não estou e se estou, não vou atender agora. Não insista… Deixa que eu te chamo quando sobrar um tempo.”

Não reclame depois quando “sobrar” esse tempo já for tarde demais!

Não pessoal, eu não faço e não estou fazendo julgamentos. Estou colocando coisas que particularmente, em um período da minha vida eu mesmo vivi e nbão gostei. Agora, apenas aponto o que acho que seja o problema e na minha visão, “zona de conforto” nesse caso é o fato de estarmos sempre na defensiva e achar que não precisamos exercitar diariamente o poder da conquista em nossas vidas. Que não precisamos regá-la diariamente. De achar que a chuva fará isso automaticamente. É confortável esperar que alguém ou algo faça isso por nós. Será? Aprendi que não é bem assim que as coisas funcionam…

Para mim o ditado: “Quem espera sempre alcança.” é a maior besteira que já ouvi na vida. Não espere. Se movimente. Faça. Ordene a você mesmo tudo aquilo que deseja. Cuide. Ame. Conquiste.

Exercite o poder da conquista diariamente. Conquiste sua vida diariamente. Não deixe que ela faça isso sozinha. Infelizmente não vai acontecer.

Acordou de mau humor? E daí… Tens esse direito. (Mas se quiser mudar, você pode.)

Acordou sem paciência? E daí… Também tens esse direito. (Mas se quiser mudar, você pode.)

Estás mais feliz do que qualquer outro. Excelente . Esse, mais do que qualquer outro, também é um direito seu. (Entretanto… Não creio, mas se preferir mudar esse quadro, você TAMBÉM pode.)

Percebe que tudo está ao nosso alcance? Basta apenas se movimentar para conquistá-lo… Basta uma simples atitude para melhorar seu dia e quem sabe o dia de outras pessoas. A chance disso acontecer é grande.

Cada dia é um dia! E merece ser vivido! Ser conquistado! Ser lembrado! Ser COMPARTILHADO!

É casado? Tem namorada? Namorado? Amigos? Família? Filhos? Alguém de quem goste, ame? Experimente conquistar essa pessoa hoje? Ligue, mande uma carta, faça uma surpresa, mande flores, diga “Eu Te Amo”. Simples assim!

Agora, se vasculhou sua mente e não achou ninguém… Será que não está na hora de sorrir? Talvez seja essa a senha para achar alguém que sorria de volta. 😉

Todas as vezes em que eu busquei a realização de um sonho, eu o quis com todas as forças. Entretanto, infelizmente alguns não tive a oportunidade de realizá-los. Então, não desisti, mudei apenas a direção e comecei a buscar outras oportunidades para tentar realizá-lo de outra forma. A grande questão e ponto onde muitas pessoas ainda se surpreendem com as decisões que tomo, é que nem sempre busco essas novas oportunidades no mesmo local das que não tive.

Portanto, saia do óbvio… Conquiste!!!

O mundo pode até ser pequeno, mas a vida é valiosa demais para tanta correria!!!

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Abraços!

Uma mensagem um tanto quanto DIFERENTE!

Hoje eu queria deixar uma mensagem um tanto quando diferente. Todos os anos estamos acostumados a ver os mesmos votos de felicidade, de paz, de amor. Não que eu não goste disso, pelo contrário. É muito bom receber toda essa energia, ainda mais nessa época do ano. Mas eu sempre questiono porque isso não acontece o ano todo? No trabalho, dentro de casa. Porque as pessoas não são assim todos os dias do ano? Escolhem apenas o Natal, um dia apenas no ano para serem solidárias, amáveis, festivas?

Hoje é quase véspera de Natal e junto com ele, apesar de poucos se lembrarem, vem uma mensagem de reflexão. Não comemoramos apenas o naascimento de uma criança, mas sim o nascimento de uma esperança. Esperança de um mundo melhor, um mundo com menos injustiças, um mundo com menos arrogância, um mundo com menos individualismos. Esperança de um mundo com mais humanidade, um mundo com mais solidariedade, um mundo com mais amizades, um mundo com mais amor entre as pessoas.

Hoje começa mais um período de reflexão. Reflexão sobre o futuro. Reflexão sobre o passado. reflexão sobre o presente. Também deveríamos refletir, nem que fosse por alguns segundos na real mensagem desse período. Na real mensagem do Natal.

Se cada um de nós conseguir fazer isso por alguns segundos, não apenas hoje, mas amanhã, e depois de amanhã, e assim sucessivamente, certamente veríamos um mundo mais solidário com o ser humano, mais alegre, mais amigo.

Hoje, recebi um cartão de uma amiga que continha a letra de uma música interpretada pelo Roupa Nova chamada “Natal Todo Dia” e que há um trecho que diz mais ou menos assim:

Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia!

Um jeito mais manso de ser e falar,
Mais calma, mais tempo pra gente se dar.
Me diz porque só no Natal é assim?
Que bom se ele nunca tivesse mais fim!

Que o Natal comece no seu coração,
Que seja pra todos, sem ter distinção.
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for,
O melhor presente é sempre o amor.

Se somos capazes, porque não fazer do Natal uma reflexão diária de amor, solidariedade e fraternidade?

Quem quiser assistir, segue um vídeo que quem acompanha o blog já deve ter visto, mas quem ainda não viu, creio que é um bom momento para ver e refletir sobre a mensagem que tento passar.

Let me tell their story… Chicken-a-la-carte!

 

Um grande abraço, fiquem com Deus, que o Espírito de Natal esteja presente hoje e sempre…

Meus sinceros votos de um FELIZ NATAL!!!

Ho…Ho…Ho…


Meus amigos.

O Natal está chegando. E com ele chegam também muitos presentes. Presentes estes em sua maioria na forma de mensagem de carinho, amor, paz, desejos de saúde e felicidade. Esses são presentes incontestáveis e rebate qualquer outro que recebamos, porém considero um outro presente maior do que tudo isso juntos. Maior, porque engloba todos eles.

O Abraço.

Neste Natal, gostaria de abraçar várias pessoas que estiveram na minha vida e garanto que vocês também gostariam disso. Garanto que gostariam de abraçar aquele velho amigo que não vê a dias, meses, anos e que mora ao lado. Abraçar aquele novo amigo que você vê todos os dias, mas este abraço fica sempre adiado para o dia seguinte. Abraçar aquele conhecido que te ajudou quando o pneu do seu carro furou. Abraçar alguém que já se foi e você não teve a chance de abraçá-lo, ou teve chance, mas devido à correria do dia-a-dia não abraçou.

Não perca mais tempo, abrace, sinta, reflita. Abrace com vontade, com amor, com afeto, com carinho, e você terá uma sensação nunca sentida antes.

Abrace, sorria, converse, cante, seja gentil, perdoe, cumprimente, mude, ouça, sinta, ajude, retribua…

Gostaria de poder falar essas palavras pessoalmente e abraçar a cada um de vocês neste exato momento, mas é algo impossível. Entretanto, ao invés de receber o meu abraço, porque não abraçar quem está ao seu lado agora?

Sentirei que essa mensagem surtiu o efeito desejado se cada um conseguir fazer isso.

Agora.

Sem perder tempo.

Seja conhecido, amigo ou amiga, namorado ou namorada, marido ou esposa, irmão, irmã, pai, mãe, tio, tia, avô, avó, primo, prima.

Se fizerem isso, sentirei que o meu abraço, mesmo que virtual, valeu a pena. Está aí uma corrente que realmente eu gostaria que pegasse, mas por favor, não saiam enviando esse texto para 10 amigos, no outro dia você não terá nenhum milagre. Mas ao invés disso, experimente abraçar todas as pessoas que sugeri. Essa corrente sim, lhe trará milagres e surpresas nunca esperadas antes.

Finalizando, gostaria de compartilhar com vocês uma pequena história que ocorreu há alguns anos. Um encontro entre um certo velhinho e uma certa criança.
Espero que gostem.

Certa noite um velhinho apareceu para uma criança e disse:

– Meu bom menino, hoje é um dia muito especial na vida de todos nós, principalmente na sua, portanto, você tem o direito de pedir aquilo que há de mais precioso para você. Peça e eu providenciarei.

O garoto então, pediu:

– Quero que me traga PAZ, para que eu possa entregá-la ao mundo.
– Quero que me traga SAÚDE, para que eu possa dá-la a quem precisa.
– Quero que me traga COMPREENSÃO, para compreender quando não me compreenderem.
– Quero que me traga COMPAIXÃO, para que eu possa doá-la ao próximo.
– Quero que me traga FELICIDADE, para distribuí-la gratuitamente a quem dela precisar.
– Quero que me traga AMOR, para que eu possa doá-lo a todos que precisarem.

– E o mais importante, traga de volta o Espírito do Natal ao coração das pessoas e faça com que lá permaneça para sempre. Assim, crianças como eu nunca mais terá que vir ao mundo para mostrar o quão grande é o amor que Deus sente por todos nós.

Lembrem-se: Um abraço é mais importante para quem recebe do que para quem oferece.

Que todos vocês tenham um…

Feliz Natal e um 2008 de muita paz, saúde e realizações!

Edwagney Luz

In Memorian

Pai,

Obrigado por ter-me concebido com amor.
Obrigado por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiros (quase).
Obrigado por acalentar-me nos seus braços.
Obrigado por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.
Obrigado por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.
Obrigado por ter dito “Papai… Papai… Papai…” um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.
Obrigado por ter tirado as minhocas de minha boca quando fomos pescar.
Obrigado por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.
Obrigado por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e…
Obrigado pela espinafração, quando deixei de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua.
Obrigado por ter segurado minha mão até eu dormir.
Obrigado pelas horas em que me ouviu recitar interminavelmente a tabuada de multiplicar.
Obrigado por ter sempre rido de minhas piadas, por mais sem graça que elas fossem.
Obrigado por ter respondido sempre à minha pergunta:
– “Já chegamos? “
Obrigado por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.
Obrigado por ter-me ensinado a jogar futebol.
Obrigado por ter repetido o conselho mil vezes.
Obrigado por ter me dito: “Um dia, você vai me agradecer por isto.”
Obrigado por me ensinar a ser criança.
Obrigado por me ensinar o significado da palavra respeito.
Obrigado por me ensinar a ter dignidade e principalmente…
Obrigado por ter me ensinado a ser HOMEM.

Infelizmente, Pai, não tive o tempo necessário para que poder lhe dizer todos esses obrigados. Mas certamente, onde o senhor estiver, sabe que eu e meus irmãos somos enternamente gratos e orgulhosos por sermos SEUS FILHOS!
Seus ensinamentos estarão sempre em nossos corações.
Te Amamos meu Pai!

Uma carta aos meus amigos!

Demorei para começar a escrever esse texto. Um dos motivos foi o acidente aéreo que ocorreu aqui em São Paulo e que tirou a vida de centenas de pessoas. Digo que um dos motivos foi esse pelo fato de eu, dois dias antes ter pousado nesse mesmo aeroporto, nas mesmas condições e em um Airbus320 … Sei que várias pessoas passaram por isso dias antes, mas pensar na hipótese de que poderia ter sido o meu vôo … Me tira o chão dos pés…

Na segunda, sentei nessa mesma cadeira para escrever no blog. Procurava um tema para escrever e me veio à memória um poema de Álvares de Azevedo, chamado “Se eu morresse amanhã”. O romantismo que esse poema possui, em nada reflete o teor do seu título, projetando às vidas perdidas no acidente que ocorreu no dia seguinte em que eu o publiquei em meu blog. Confesso que fiquei perplexo com o que via na TV e quando sentei na cadeira, imaginei escrever sobre isso no blog. Foi quando me lembrei no que havia escrito no dia anterior … Não quis escrever mais sobre isso, até hoje.

Pensei muito sobre isso e sobre como seria a vida daquelas pessoas, caso não ocorresse a tragédia …

Refleti sobre minha vida, meus familiares e amigos. O ser humano apenas começa a dar valor à vida, a partir do momento que passa bem perto de perdê-la. Antes disso, a vida não tem valor, a família e os amigos muito menos … Não passei perto de perder a vida, mas será que isso realmente é verdade? Corremos risco todos os dias, seja no trabalho, seja em casa, porém, ninguém se dá conta de que o amanhã, posdemos não mais estar aqui. E se não estivermos mesmo? Como será? Abraçamos quem queríamos? Beijamos a pessoa que desejamos? Fizemos o que nos deu vontade? ou simplesmente pensamos: “Amanhã eu faço isso …” Está realmente certo de que haverá o amanhã?

Sei que poucas pessoas lêem esse blog, mesmo porque não costumo ficar divulgando. Espero apenas que meus amigos o leiam e saibam o que penso e sinto. E é a vocês, meus amigos, que peço insistentemente : Não deixem suas vidas passarem diante de seus olhos como um filme … Faça parte dela. Deixe também seus amigos fazerem parte dela. A correria do dia-a-dia, as atividades, o trabalho, o dinheiro, o cansaço, nada disso nunca trará de volta o momento feliz em que você possa ter deixado viver se decidisse escolhger esse momento com quem você ama. E esse momento não precisa ser grande … Garanto quer uma conversa de 1 minuto, já valerá a lembrança para uma vida inteira…

Pensem nisso e repensem seus atos…
Eu estou fazendo a minha parte nesse processo!

Um grande beijo a todos vocês!
Do sempre amigo … Ed.

Ser INcomum …

Pode parecer estranho, mas nos dias de hoje ser INcomum é deixar expressar sentimentos que vez ou outra querem sair, entretanto, insistimos em deixá-lo guardado (comum) …

Levando em consideração ao nome desse espaço, dessa vez resolvi deixar o romantismo falar mais alto … Não, não estou apaixonado, seria bom se estivesse e gostaria se tivesse alguém com interesse recíproco. Porém, até que esse alguém se manifeste, aguardo! Enquanto aguardo, leio e compartilho com vocês … 🙂
Abraços!

Se eu morresse amanhã (Álvares de Azevedo)

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n’alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

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