Uma mensagem um tanto quanto DIFERENTE!

Hoje eu queria deixar uma mensagem um tanto quando diferente. Todos os anos estamos acostumados a ver os mesmos votos de felicidade, de paz, de amor. Não que eu não goste disso, pelo contrário. É muito bom receber toda essa energia, ainda mais nessa época do ano. Mas eu sempre questiono porque isso não acontece o ano todo? No trabalho, dentro de casa. Porque as pessoas não são assim todos os dias do ano? Escolhem apenas o Natal, um dia apenas no ano para serem solidárias, amáveis, festivas?

Hoje é quase véspera de Natal e junto com ele, apesar de poucos se lembrarem, vem uma mensagem de reflexão. Não comemoramos apenas o naascimento de uma criança, mas sim o nascimento de uma esperança. Esperança de um mundo melhor, um mundo com menos injustiças, um mundo com menos arrogância, um mundo com menos individualismos. Esperança de um mundo com mais humanidade, um mundo com mais solidariedade, um mundo com mais amizades, um mundo com mais amor entre as pessoas.

Hoje começa mais um período de reflexão. Reflexão sobre o futuro. Reflexão sobre o passado. reflexão sobre o presente. Também deveríamos refletir, nem que fosse por alguns segundos na real mensagem desse período. Na real mensagem do Natal.

Se cada um de nós conseguir fazer isso por alguns segundos, não apenas hoje, mas amanhã, e depois de amanhã, e assim sucessivamente, certamente veríamos um mundo mais solidário com o ser humano, mais alegre, mais amigo.

Hoje, recebi um cartão de uma amiga que continha a letra de uma música interpretada pelo Roupa Nova chamada “Natal Todo Dia” e que há um trecho que diz mais ou menos assim:

Se a gente é capaz de espalhar alegria,
Se a gente é capaz de toda essa magia,
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia!

Um jeito mais manso de ser e falar,
Mais calma, mais tempo pra gente se dar.
Me diz porque só no Natal é assim?
Que bom se ele nunca tivesse mais fim!

Que o Natal comece no seu coração,
Que seja pra todos, sem ter distinção.
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for,
O melhor presente é sempre o amor.

Se somos capazes, porque não fazer do Natal uma reflexão diária de amor, solidariedade e fraternidade?

Quem quiser assistir, segue um vídeo que quem acompanha o blog já deve ter visto, mas quem ainda não viu, creio que é um bom momento para ver e refletir sobre a mensagem que tento passar.

Let me tell their story… Chicken-a-la-carte!

 

Um grande abraço, fiquem com Deus, que o Espírito de Natal esteja presente hoje e sempre…

Meus sinceros votos de um FELIZ NATAL!!!

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Chegou!!!

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O antes…

Agora não tem mais volta… Bem, pelo menos não até Março/Abril do próximo ano. A neve chegou e chegou em grande estilo. É claro que digo isso por ser a primeira vez que vejo isso. Não é a primeira vez que vejo a neve, mas é a primeira vez que vejo uma mudança tão drástica na paisagem de uma cidade, da noite para o dia. Literalmente.

Num dia acordo pela manhã e quando olho pela janela me deparo com a neve, caíndo lentamente. O chão todo branco e as árvores ainda mantendo o aspecto de final de outono. Cinza, sem nada de neve descansando sobre seus galhos.

Nesse mesmo dia abre o sol e derrete quase toda a neve que caiu na noite anterior. Mas no noticiário o alerta: “Winter Storm”. Até então não sabia ao certo o que isso significaria, mas enfim, viver um dia de cada vez.

Na noite seguinte a neve começou a cair proveniente dessa tempestade de inverno. Acordo, olho para fora e penso: “Agora sim, chegou!!!” Muita neve e vento, muito vento.

Saio de casa, vou para a parade de ônibus e até então tudo tranquilo. Muita neve, mas nada que atrapalhe caminhar. Eu estava maravilhado com isso. Pra quem já pegou diversas tempestades de água no Brasil, essa aqui foi brincadeira de criança. A diferença é que a de água, demora alguns minutos ou horas e tudo volta ao normal. Tudo seco. Já a de neve não.

Percebi quando retornei para casa. Não dava mais para distinguir onde estava pisando, se no asfalto, calçada ou grama. Era um mar de gelo para tudo que é lado. Um cenário que eu nunca havia visto. Ver a neve em uma estação de esqui é uma coisa, conviver com ela em uma cidade é outra completamente diferente.

No dia seguinte, após a prefeitura ter limpado, ou melhor, tirado a neve do asfalto e jogado nas calçadas, o asfalto voltou ao normal, porém as calçadas… Só mesmo uma parte para que pudéssemos trafegar e os demais espaços, só gelo e mais gelo. O ponto de ônibus, cheguei a assustar quando vi. Neve em pelo menos um terço dele. Era muita coisa. Fiquei impressionado. E depois me disseram que isso foi apenas 15 a 20cm. e que ainda há muito o que cair.

O jeito agora é esperar pra ver e aprender a conviver com isso até Abril/2010, quando retorno ao meu país.

…e o depois!!!

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Abraços e até a próxima!!!

Conhecendo outra realidade… um pouco mais distante!!!

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Hoje vou escrever sobre uma conversa que tive com uma de minhas colegas de classe. Ela é um a Venezuelana e na quinta-feira última combinamos com outra colega de irmos visitar o “The National Gallery of Canada Museum” aqui em Ottawa.

Nossa outra colega ainda estava em sua última aula e enquando a aguardávamos na sala de convivência da escola, começamos a conversar sobre os motivos pelos quais viemos parar aqui. E como faltam poucos dias para terminar a estada dela aqui no Canadá, perguntei quais os planos futuros. Ela respondeu que voltaria para a Venezuela, pois estava com muitas saudades da família, porém depois voltaria novamente ao Canadá… Possívelmente para morar.

Continuamos a conversa e ela me revelou algumas coisas sobre seu país. Uma delas é que a grande maioria de jovens, buscam sair de lá. Os país incentivam os filhos a não permanecerem lá, incentivam a buscar oportunidades fora. Porque disso? O sobrenome Chaves revela algo muito sombrio para eles. Não vou descrever aqui toda nossa conversa, pois foi um tanto quanto longa, mas fiquei impressionado com a destruição moral e psicológica que aquele presidente está causando ao país. Vemos isso pela TV, pelos noticiários, mas ouvi relatos de quem vive lá. É algo inacreditável.

Resolvi compratilhar isso com vocês, para que possamos parar um instante, analisar e começar a refletir um pouco mais sobre o que anda ocorrendo no mundo de hoje. Segue um breve trecho da quantidade de coisas que ela me disse:

Ed, o cara é bipolar. Uma hora quer e faz uma coisa e na outra desfaz tudo o que havia dito que era correto. Não dá para confiar e ele no poder, está conseguindo fazer com que a população o siga. A gente vê isso e não consegue fazer nada. Nós, os mais jovens e mais esclarecidos não temos força no país. Um grupo de estudantes fez uma manifestação ficando quase duas semanas sem comer na praça. Para Chaves, não cheiou e nem fedeu.

Confesso que não conheço a fundo a história de Cuba, mas ao que me consta a Venezuela acaba virando uma cuba Latino-Americana. Alguém vitalício no poder e a população padecendo em baixo. É inacreditável como vivemos em um mundo de contrastes tão próximos e nem nos damos conta. Venezuela está ao nosso lado. País de fronteira. Incrível. Não seria uma ameaça à democracia na america latina?

Lembro-me de uma amiga que foi para lá e voltou me contando o quão bonito é o país. Mas pelos relatos que tive aqui o país está padecendo a cada dia. E se continuar assim, em um determinado momento a população vai se extinguir. Parece meio ficção da minha parte falar isso, mas vendo no rosto de uma pessoa o contraste causado pela saudade de casa e dos familiares, e a vontade de construir uma vida melhor em outro país, fica claro que não é obra da ficção. Isso pode acontecer.

Ela também me ralatou que a criminalidade toma conta a cada dia e que tem medo de sair de casa em determinados horários e não indica que ninguém faça isso. Perguntei o horário e ela disse que a partir das 17h. Disse que a coisa fica complicada a cada dia e que ninguém faz nada.

Tudo bem que no Brasil temos isso e coisas muito piores, mas pelo menos podemos ir e vir. Escolher morar nesse país, onde mesmo com todas as dificuldades ainda temos esperança. Pois do outro lado da fronteira, as pessoas já perderam ou estão prestes a perder o resto que sobrou.

Me pergunto o motivo que isso ocorre? Porque pessoas querem a todo o custo poder e o controle, se a história já provou por A+B que isso é um ciclo. Uma hora cai e a queda é brutal. Não seria mais equalizar a coisa? Fazer ajustes ao invés de querer tudo para sí? Não estou pregando aqui o comunismo, pois acho esse modelo extremamente ultrapassado e a coisa não funciona por aí. Não é a distribuição de renda igualitária que vai resolver nossos problemas, mas sim a distribuição das mesmas oportunidades à população. É o respeito pelo próximo, pelo ser humano e não o respeito por um status ou por alguém que tem poder.

Tenham todos um excelente final de semana!!!

Abraços!!!

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