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Whistler

A primeira queda, a gente nunca esquece!

Olá meus amigos?

Cansados desse papo de viagem ou preparados para mais uma leitura?

Depois da chuva de comentários que venho recebendo, estou me animando com esse negócio de escrever. Se não der mais certo na informática, acho que posso seguir a carreira de escritor. Posso? Vocês realmente comprarão alguma publicação minha? Bem, deixa de papo furado e vamos ao que realmente interessa.

Olha, nunca vi tanta gente se identificando com Vancouver depois de ler o texto sobre os malucos. Não sei, mas creio que não deveria ter escrito, mas agora já foi. E pensando bem, existe uma certa identificação sim. Sair de seu país, do conforto de casa e de repente ir prá outro com um idioma completamente diferente. É coisa de doido mesmo, mas enfim. Enquanto ainda não estamos fazendo bilu-bilu, dando palestra em trem, falando com um celular virtual e uma pessoa virtual, acho que temos conserto. Mas enfim, apenas um comentário, pois hoje falo de dois de meus passeios por aqui.

Durante a semana recebemos um folheto da escola indicando os lugares que ela organizava para visitas. Já de cara escolhi Whistler, onde tem uma das mais belas e famosas estações de esqui, e onde será realizado algumas competições das Olimpíadas de Inverno de 2010. Esse passeio caiu em um domingo, coincidentemente dia do meu aniversário. Coincidência ou não, passei meu aniversário na neve. Prá quem nunca tinha visto neve na vida, acho que foi legal o aniversário, o que acham?

Bem, mas antes desse dia, teria o sábado todo pela frente e sem nada para fazer. E isso estava totalmente fora de cogitação. Pois bem. Reunimos alguns colegas de classe e outros de outras classes e decidimos por conhecer o Stanley Park, que fica dentro da cidade de Vancouver. Peguei o ônibus na manhã de sábado e encontrei meus colegas em frente à escola e descemos à pé até o parque. Mas antes uma parada para um chocolate quente, afinal ninguém suporta frio sem algo quente para beber. E especialmente nesse dia, amanheceu com uma garoa fria e o tempo mais frio ainda, quase congelando. Mas com o passar do dia foi esquentando. Par que vocês entendam, quente aqui nessa época é em torno de 8 graus, ok? Pois bem, entre chocolate quente e paradas para fotos, chegamos ao parque, porém nem chegamos a entrar totalmente nele e já fomos direto para o Aquário de Vancouver. Se algum dia vocês passarem por aqui, não deixem de entrar nele. Ah, não esqueçam a carteira de estudante, tem um belo desconto. 😉

Uma vez lá dentro, além de visitar os diversos tipos de peixes e animais marinhos e terrestres também, veja antes os horários de apresentações de focas, baleias e golfinhos. Não chega a ser uma daquelas apresentações da Disney, que um dia verei ao vivo, mas vale e muito a pena. É o maior barato essas apresentações e o melhor é que são apresentações curtas e sobre muito tempo para conhecer o aquário por completo. E na saída, para variar, uma loja de souvenirs aguarda seus dólares.

Em relação a esse passeio, não tenho muito o que contar, apenas deixá-los com aquela sensação de que, um dia quero conhecer e digo, vale e muito a pena.

Depois desse passeio, parte do grupo foi para outro parque e eu fui, com outra parte do grupo, para o shopping gastar um pouco. Não que eu não quisesse conhecer outro local. Até queria e muito, mas eu não tinha roupa de frio para agüentar o dia seguinte e tinha que me prevenir. Daí, a necessidade de sobrevivência falou mais alto.

Chegou o dia seguinte. 😀

Acordei lá pelas 5h da manhã, às 6h peguei o ônibus e 6h30 estava com outros colegas aguardando a Van sair para Whistler. Esse dia estava totalmente sem nuvens e com um sol de dar inveja a qualquer um na praia de Copacabana. A questão é que em Copacabana não é frio… hehehe

No caminho para Whistler, fomos o tempo todo acompanhados por belas paisagens das montanhas geladas aqui do Canadá. Paramos em um posto de conveniência para quem quisesse esquiar, comprar o ticket de aluguel dos equipamentos e o BACANA aqui foi um deles. Ah se eu pudesse prever o futuro… Mas o passado ensina. Quando aprendemos a andar, a primeira queda a gente nunca esquece, não é verdade? Depois que cresce, isso faz mais sentido ainda.

Chegando em Whistler, fomos recebidos por um pouco de frio. Aliás, muito frio e neve por tudo o que era canto da cidade. E novamente o BACANA louco prá subir num esqui. E dali seguimos para pegar o equipamento e subir o morro… E que morro! 😀

Antes disso, apreciamos as belas construções do vilarejo que mais parece os cenários do Projac. Tudo isso está registrado na minha máquina fotográfica. Estou selecionando as melhores para publicar no álbum.

Pois então, chegando no aluguel, fiz os procedimentos iniciais, peguei os equipamentos e entrei na gôndola com outro colega para esquiar. Ele sabia, mas eu… Eu nunca era deveria ter conjugado o verbo esquiar. Mas tudo bem. Até chegar lá em cima, só festa. Uma vez lá, esse meu colega me ensinou o básico e o Ed já sabia esquiar. Uhuuuu … Agora é descer o morro. É… Esse era o problema. Depois que subi naquelas duas “ripas” nada mais conseguia me fazer parar em cima delas, e o pior, quando parava, quem andava eram elas. Aquele treco andava só de ver um desnível. Parece até que tava de brincadeira comigo ou tinha alguém de divertindo, controlando aquilo através de um controle remoto.

Mas tudo bem, o BACANA pensou, aliás, pensou não, porque se pensasse não estaria em cima daquele treco, mas tudo bem. Falei comigo mesmo: Daqui a pouco pego o jeito. Depois de um tempo, não é que peguei o jeito mesmo. O jeito de cair de forma que me machucava o menos possível. Vocês não tem a mínima noção de como a neve é bonita. A conheci de tudo quanto foi jeito, de costa, de frente, de lado, de boca (aliás, nem precisei botar na boca prá saber o gosto disso, ela veio até mim numa velocidade que nunca havia visto antes), o cheiro eu não sei, porque o nariz foi tantas vezes nela que adormeceu de gelado. Era cada tombo cinematográfico. Teve horas que me imaginei que nem desenho animado, caindo e virando uma bola de neve. E não estava muito longe disso não.

Ah, tem ainda o Snowboard. Se eu subi num treco desses? É claro que não. Se eu não parei em cima de dois, que o dia de um com os pés amarrados. E não pensem que é que nem skate, porque não é. Seus pés ficam presos naquilo. Se não souber parar também, só o chão prá segurar e eu já estava cansado de cair.

Devem estar se matando de rir, mas tudo bem, minha intenção é essa mesmo. Só para que vocês não façam isso sem antes pegar umas aulas antes, mas adianto que o preço não é lá muito divertido não. Melhor seria rir de você mesmo quando estiver lá em cima diante da seguinte cena: Você sobre aquele troço morro abaixo e do lado um barranco. Na sua frente um bando de árvore chegando a uma velocidade maior do que o seu tempo para achar uma solução de como parar aquelas duas “ripas”. E para piorar, você tem uma curva entre as árvores e o barranco. É onde você tem que passar. O que vocês fariam?

Bem, a minha solução para parar vocês já sabem, agora cabe a cada um ter a mesma experiência para me contarem depois. Mas de uma coisa vocês podem ter certeza, eu faria tudo isso novamente. Nada no mundo paga a sensação de estar ali, mesmo sobre essas condições, mesmo tendo que subir morro acima à pé, pois até em baixo era um longo caminho e em cima daquele troço eu não desceria nem sobe tortura. Essa foi a maior experiência da minha vida, uma porque não sei se faço isso novamente, não sem pegar aula, e outra para saber que meus esportes são o futebol, tênis e corrida. Esporte de inverno, faço muita questão não. E felizmente para mim e infelizmente para vocês, ninguém fotografou isso. Bem que eu queria, mas, doido prá fazer isso lá em cima, só eu mesmo. 😀

Ah, mas e a foto acima? Estou de pé em cima das “ripas”. Não se iludam com ela, é só prá compor um álbum feliz. Aquele meu colega tirou quando consegui, finalmente, parar em cima daquele troço. Daí ele desceu e a partir daí começou o show que vocês já conhecem e não vou contar de novo. Tão achando o quê, neve é gelada e branca, mas não é mole não.

Bem, por hoje é só. Só Ed, pô escreveu prá burro e diz só? Tudo bem, avancei um pouco, foi mal, mas eu precisava desabafar com alguém e ninguém melhor do que meus amigos e familiares, é ou não é? 😀

Agora posso dormir em paz com minha consciência.

Mas antes de dormir, deixo para vocês mais uma imagem do belo riacho Lynn, no Lynn Canyon Park. Cenário do próximo passeio que farão.

Um grande abraço a todos!

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Sobre Edwagney Luz

Consultor em Tecnologia da Informação. Especialista em Qualidade e Teste de Software. Empreendedor, Pesquisador, Professor e Palestrante. Sócio na Qualyx Educação e Tecnologia. Head em Qualidade e Teste de Software no UBS Brasil. Graduado em Ciência da Computação pela PUC Goiás. Pós-graduado em Engenharia de Software pela Unicamp, Gerenciamento de Sistema de Informação pela PUC Campinas. MBA em Gestão da Tecnologia da Informação pela FIA-USP. Assuntos de interesse: Administração e Negócios, Empreendedorismo, Liderança e Gestão de Pessoas, Planejamento Estratégico, Governança de TI, Auto-Conhecimento, Coaching.

Discussão

5 comentários sobre “A primeira queda, a gente nunca esquece!

  1. Oi Edy,
    Pode continuar escrevendo suas histórias. Quem sabe no futuro não escreva um livro sobre sua vida? 🙂
    Tô rolando de rir imaginando as cenas dos seus tombos e os apuros para não dar de cara com as árvores.
    Beijão,
    Dri.

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    Publicado por Anonymous | março 6, 2008, 08:51
  2. Ed,

    Nossa, parece que essa viagem esta sendo melhor ate do que vc imaginou, ne? Passar o aniversario esquiando na neve deve ter sido o maximo, ne? Algo, para nos brasileiros, uma coisa para se lembrar pelo resto da vida.

    Me ocorre agora que, ja no alto dos meus 32 aninhos, nunca vi a neve. E olha que eu ja tenho algumas milhares de milhas no meu curriculo.

    É, acho que vou incluir o Canada na milha lista de “futuras viagens”…

    See you,

    Boanerges Jr.

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    Publicado por Anonymous | março 6, 2008, 09:14
  3. Ô XEROSO!!! BÃO? ESSA HISTÓRIA DE NEVE É LITERALMENTE UMA “FRIA”. AO INVÉS DE FICAR AÍ LEVANDO TOMBO DE GRAÇA, COMPRA UM LITRO DE GOLD LABEL E MANDA PRA DENTRO. ESQUENTA NA HORA MANO, E NEM PRECISA COLOCAR NA GELADEIRA IGUAL O CAFÉ PÔS PRA NÓIS, NA COMEMORAÇÃO DO FUTURO CAFEZIM….
    APROVEITE BASTANTE E NÃO ESQUEÇA OS DETALHES PRA CONTAR PRA NÓS.
    ABRAÇOS.
    WESLEY E LÚ.

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    Publicado por Anonymous | março 6, 2008, 10:57
  4. Ed…
    Eu sei exatamente o que foi a sensação do barranco, as árvores, a velocidade e o não saber parar… No meu caso foi um pouco mais quente, pq era no mar, eu e um bodyboard numa velocidade animal, sem a menor noção de como parar o “trêm” e na minha frente a areia, duas canelas (de uma senhora) e um guarda sol fincado na areia… vc nem imagina o que aconteceu… a areia é dura viu!! molhada então…
    rsrsrsrs

    bju
    Kty
    obs> a senhora escapou viva rsrsr

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    Publicado por Anonymous | março 6, 2008, 19:56
  5. Querido,
    Vc me fez lembrar dos desenhos animados, imaginei vc de Jõao Bobo não conseguindo ficar em pé…mais destrambelhado que o boneco do posto!!!
    Continue postanto, está divertido!
    Beijinhos
    Marcinha

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    Publicado por Marcinha | março 7, 2008, 13:37

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Consultor em Tecnologia da Informação. Especialista em Qualidade e Teste de Software. Empreendedor, Pesquisador, Professor, Palestrante. Sócio na Qualyx Educação e Tecnologia. Head em Qualidade e Teste de Software no UBS Brasil. Graduado em Ciência da Computação pela PUC Goiás. Pós-graduado em Engenharia de Software pela Unicamp, Gerenciamento de Sistema de Informação pela PUC Campinas. MBA em Gestão da Tecnologia da Informação pela FIA-USP.

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